População Brasileira

O Brasil tem hoje, aproximadamente mais de 200 milhões de pessoas. A qualidade de vida do povo brasileiro melhorou consideravelmente nas últimas décadas. Atualmente, segundo dados do I.B.G.E., a expectativa de vida ao nascer para ambos os sexos situa-se em 75 anos e esta modificação tende a aumentar nos próximos anos por tudo o que dissemos acima.

De acordo ainda com os dados divulgados pelo IBGE em 2006 nós tivemos 3,5 milhões de nascimentos, contra 1,3 milhões de falecimentos mostrando não só o crescimento continuado da população, algo em torno de 1,2 a.a., mas a redução dos índices de mortalidade pela melhoria de vida da população.

Se compararmos o Brasil de 1910 que tinha uma esperança de vida de 33 anos com 2008 que já era de quase 73 anos tivemos um salto enorme e creio devemos chegar em 2050 com uma estimativa beirando os 82 anos.

O Brasil ainda tem muitas disparidades econômicas financeiras e de qualidade de vida o que nos deixa ainda atrás de vários países, mas estamos chegando perto daqueles que detêm um percentual de longevidade bem superior como Japão com 81,2, a Suécia com 80,5, o Canadá com 80,2, Itália 79,8, Grécia 79,2 e Áustria 79 entre alguns Países.

O Brasil é o País que galgou mais posições na classificação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) desde 1975. Foram 16 postos ganhos ao longo de 26 anos, levando o País a 65ª. Posição. Apenas a Malásia conseguiu um salto equivalente entre os 99 países para os quais há dados de todo o período. É o que revela o Relatório do Desenvolvimento Humano 2003, lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Como sempre, o ranking do IDH é montado com base em dados de dois anos antes – neste caso de 2001.

Das três dimensões do IDH (longevidade, educação e renda) esta última foi a que menos contribuiu para a elevação do índice do País. Já na longevidade, que reflete as condições de saúde geral da população, o Brasil teve resultados mais significativos. Os brasileiros ganharam mais 08 anos na sua esperança de vida ao nascer.

Este índice não foi maior porque partimos de um patamar bem mais baixo, caso contrário, o Brasil poderia ter tido uma posição de destaque bem acentuada no que diz respeito à longevidade. Nós ocupamos apenas a 110ª posição entre 175 países no ranking desse indicador.

Podemos até fazer uma projeção para o ano de 2050, quando neste crescendo teremos 50 milhões de pessoas com mais de 65 anos. O aumento gradual da expectativa de vida, com o consequente envelhecimento da população, fará com que o mercado de seguros se movimente no sentido de alterar suas taxas de comercialização, suas tábuas de sobrevivência, ampliar o limite de idade para suas coberturas.

É importante não esquecer que serão necessárias políticas que assegurem cuidados e atenção aos idosos. Nós temos condições de crescer nos seguros pessoais. Se compararmos com alguns Países nós estamos engatinhando. Os Estados Unidos da América do Norte produz algo como 600 bilhões de US$, a Ásia e Europa em torno de 750 bilhões de US$ e o Brasil perto de 12 bilhões de US$.

Com a abertura do mercado de resseguros devemos ter uma perfilização das tarifas, os seguros individuais deverão ser mais desenvolvidos. Os prêmios deverão ser ajustados ao perfil do segurado.

Considerando esta onda de mudanças em relação ao aumento da expectativa de vida da população brasileira, o mercado Segurador terá que modificar não só suas tábuas biométricas de mortalidade e sobrevivência, mas também, sua capacidade inventiva através dos seus Departamentos de Marketing, pois, algumas ferramentas deverão modificar o quadro de vendas, não só centrado no corretor de seguros, que, aliás, deverá se modernizar e modificar se transformando em um consultor de seguros, mas outras formas de comercialização como a Internet e novas metodologias de comercialização.

O Mercado deverá começar a modificar a oferta de produtos. Hoje na área de risco nós temos Vida em Grupo os Acidentes Pessoais e Outros tipos de produtos. As coberturas vão de Morte Natural a acidental, invalidez total e parcial, auxilio e assistencial funeral, diárias médicas hospitalares, prestamistas, educacional, viagem, renda invalidez temporária, demais rendas aleatórias e dotais, e seguro global.

Na área de produtos de acumulação, nós temos a família dos VGBL’s o Vida Individual, os Dotais e os demais.

O órgão fiscalizador do Mercado normatizou duas circulares a 302 e 317 que num futuro próximo terão que ser revistas em razão do quadro mundial e em especial do Brasil em razão das modificações na estrutura de vida do povo brasileiro e na sua longevidade.

Torna-se imperioso afirmar que algumas observações tem que ser bem analisadas pelo mercado. Hoje se fizermos um estudo sobre a terceira idade temos alguns dados bem interessantes: o maior quantitativo de pessoas que sobrevivem nesta área são pessoas das classes A e B por diversas razões, entre elas, a educação, a alimentação, o modo de vida, exercícios físicos, pois são pessoas que tem um poder aquisitivo maior e podem, além disso, comprar e tomar seus remédios.

Os chamados idosos, aqueles que possuem mais de 60 anos são em muitos casos o esteio da família, pois ajudam com seus rendimentos a sustentar muitas vezes, filhos e netos. Além disso, vários são aqueles que estão sendo chamados novamente a integrar os quadros de empresas que buscam experiência.

Estes fatores são importantes para que as Seguradoras não deixem de lado um estudo mais aprofundado considerando que eles são e serão um nicho de mercado bastante interessante. O mercado de seguros trabalha na maioria das vezes com idade limite de 65 anos, e são pouquíssimas as Seguradoras que concedem cobertura até 80 anos.

Assim precisamos começar a pensar nos indivíduos com idade acima de 80 anos. Os estudos científicos estão muito avançados e cada dia que passa novas descobertas são feitas, novos medicamentos, novos procedimentos cirúrgicos aparecem e com isso a longevidade das pessoas continua aumentando e o mercado Segurador precisa começar a discutir o assunto pois não estamos preparados para esta mudança. Por meio de pesquisas recentes verifiquei os alimentos que se sobressaem para se manter a longevidade e eles variam muito pouco de uma cidade para outra ou mesmo de um país para outro. Exemplos: o azeite de oliva extra virgem que protege as doenças cardíacas, verduras silvestres, queijo feta rico em proteínas e bactérias boas para o intestino, tofu para proteger o coração, arroz integral amêndoas que ajudam a perder peso e gordura abdominal, e vários outros alimentos, inclusive e bastante água. O essencial também é não ficar parado, e sim, movimentar-se o mais tempo possível, por exemplo não ficar muito tempo deitado ou sentado, e alguns povos longevos tomam uma taça de bebida alcoólica, principalmente vinho pelo menos 03 taças ao dia pois reduzem vários tipos de doença.

Bibliografia

Estudos realizados pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar;

Cadernos de saúde pública;

Universia – Rede de Universidades

Relatório do Desenvolvimento Humano – PNDU – 2003 Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento

Susep e IBGE

Palestra de Sergio Rangel  –Prof. atuária da UFRGS

Artigos Publicados do Autor

Livros  Ikgai, Zonas azuis, e diversas literaturas em jornais e revistas.


Lúcio Antônio Marques
Relações Institucionais da Sabemi Seguradora, Diretor  da ANSP – Academia Nacional de Seguros e Previdência,
Vice-Presidente do Sindicato das seguradoras do RJ/ES.

 

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